Se esperarmos do mundo a vida,
Morreremos perdidos na mais funda solidão, então
Ande em curvas por essas retas da vida
dançando de mãos dadas com a tristeza,
Planejando a plenitude de um final em total paz,
orquestrado pelos violinos Celestes,
Flutuando como Anjos, em busca de total e profunda Harmonia!
Antes minha definição de sossego interior
Era o silêncio
Era no silêncio da noite, na escuridão,
Que eu me sentia em paz.
Ousadamente cruzei limites,
O barulho de fora atormentou
O silêncio de dentro.
E o silêncio já não me comporta.
Me pergunto se algum dia
Eu me sentirei em paz
Novamente.
Talvez, o sol não brilhe tão intenso,
É uma probabilidade
Assim como talvez não veja mais, nada
Tão doce quanto uma ladeira ingrime, nada
Tão mais dócil que o primeiro tombo de bicicleta
Mas, entretanto...
Eu aprenda a ver tudo
Enxergando a todos, em feixes de luz
Que saem dos olhos, e nos alimentam,
Nos sequestram, pra uma infinita viajem com hora pra acabar...
Um pensamento.
Uma possibilidade.
Imagino tudo ao meu favor,
Sua boca junto a minha,
Meu corpo colado ao seu,
O espaço correndo,
E nossos olhares longe do tempo.
Deixamos os ponteiros seguirem,
E sorrisos entre beijos surgirem.
Beijos dados,
Mãos dadas.
Somos duas pessoas felizes
Dentro da minha cabeça.
Somos duas pessoas se amando
Dentro da minha cabeça.
Tudo bem... Eu sei...
Mas por trás de toda concretização
Houve o sonho de tornar-se concreto.
Você, distante,
Você, perto,
Nós dois, um passo, Um abraço. Luz. Luz que vem dos teus olhos, Do teu sorriso, Dos teus cabelos. Eu, iluminado, Iluminado em tua presença, Aquecido sob a tua luz. Você junta cacos, transforma pedaços Em passados... Beijo no rosto, despedida. Tudo bem, Amanhã, eu sei, Que te verei outra vez.
O vento bateu em minhas costas
Levando toda a culpa da indecisão
As vozes que ecoavam em minha cabeça
Já não se fazem mais presentes
O sonho lindo me despertou pra vida, e
Acordando, me deparei com seu lindo olhar,
Sempre estava lá, eu só não queria enxergar,
Assim...
Resplandecendo pra mim um novo dia.
A laje vazia, em um por de sol envolvente,
Na tela do celular suas mensagens, identifico,
No rádio toca:
“Eu me prendi entre teus dedos
Quando peguei em tua mão”
(ainda quero segurar em tuas mãos, olhar em teus olhos, e me perder em queda livre, por você)
Sou Felipe Ferreira, autor do livro "O que escrevi sobre ela". Criei esse espaço para compartilhar alguns dos meus textos, minhas ideias e futuros projetos. Desfrute da sua imaginação e sinta-se em casa.